Resident Evil 6: Primeiras Impressões

Entre avanços e tropeços (em corpos), Resident Evil 6 acerta em muitas coisas, mas deixa a desejar em outras se comparado com seus antecessores.

RE4: Um show de gráficos em 2005.
Comecemos com o óbvio: Resident Evil 6 é um jogo muito bonito, a capcom sabe fazer gráficos e, em especial o time "Resident Evil", tem profissionais muito talentosos.
O som não fica atrás, porém se você ficar preso em algumas partes a música em looping pode ficar cansativa, nada demais.

Mais bonito que o jogo só as cutscenes, o clima é de cinema e, com ajuda de atores super-talentosos, os personagens ganham vida e a história vai se tornando cada vez mais interessante e você sempre se sente no meio de algo épico.

RE6, para alegria da "massa" e tristeza dos "puristas", mudou a forma com que você controla os personagens. Adeus controle "tanque", vou sentir saudades.
A mudança foi para trazer controles mais atuais e "intuitivos" para os novos fãs da série e ele funciona bem na maior parte do tempo, mas alguns retrocessos, como a obrigação de equipar a faca (como nos antigos) para usá-lá, ao invez de simplesmente ter ela em um botão fixo (como no 4 e 5), fazem com que o controle não seja perfeito.
RE6 reformula, também, o uso de ervas e, depois que você se acostuma, ele funciona bem.
Mas "puristas", não se preocupem os personagens continuam meio pesados, o que pode assustar os novatos a primeira vista. Principalmente quando a câmera causa problemas (nada demais, mas acontece.)

Sim, zumbis estão de volta (todos comemoram), em alguns cenários (todos ficam tristes), nos outros enfrentamos um novo tipo de infectados os J'avo que podem usar armas de fogo e sofrem mutações dependendo de onde você acerta os tiros.
Um J'avo sem mutações, por incrível que pareça.
Os zumbis voltaram, mas não sem alterações, eles estão ligeiramente mais rápidos e podem estar balançando pedaços de ferro e madeira por aí e até atirar armas de fogo. Mas antes que comece o mimimi de zumbi atirando vale lembrar que em 90% dos casos eles atiram para cima ou para o chão ou pior, jogam a arma em cima de você ou ficam balançando como se fosse um porrete. Ou seja: O tiro é acidental, ele não pensa no que está fazendo.

O desing dos inimigos está bem bacana e certamente melhor do que o visto em RE5, porém o desing dos cenários nem tanto.
Embora o cenário seja lindo ele é limitado, em exploração e em ação, principalmente para um jogo que muitas vezes é mais rápido que o já cheio de ação RE5: Muitas vezes chegamos até a beirada de varandas e muros e não podemos pular. Isso já era possível em RE4, voltou em RE5, e não havia NENHUM motivo disso sumir em RE6. A falta dessas opções quebra a ação e não agrada nem aos fãs novos nem aos velhos.
Outras limitações são, podem rir agora, paredes invisíveis. Sim, o mais ridículo clichê da indústria que nunca esteve presente na série (mesmo no PS1) está no mais novo título. Da mesma forma várias portas e objetos não tem a menor interação antes de um evento acontecer: por exemplo portas espalhadas pelo cenário e nenhum um "te peguei trouxa" ou "a fechadura está quebrada" ou até "está trancada pelo outro lado", mesmo nas portas que você vai abrir eventualmente pelo outro lado. Isso é PREGUIÇA e em um título desse tamanho e dessa importância é inaceitável.
Você caiu na armadilha da parede invísivel!
Da mesma forma que eles foram preguiçosos com essas partes do jogo, eles devem pensar que somos preguiçosos com o inventário do jogo porque, para o desespero dos "puristas", descartado está o sistema de inventário: Agora você irá carregar todas as armas que achar numa "bolsa mágica", ervas ficam temporariamente no inventário mas quando você quiser pode transportá-la para uma maleta só de ervas e o inventário fica apenas para munição e granadas ou eventuais Aid Sprays, assim os antes limitados 9 blocos de espaço se transformam em verdadeiros baús dos primeiros jogos: Não peço para que todos os itens fiquem ocupando um ou mais espaços como nos primeiros jogos, mas retirar por completo uma das maiores características da série é demais.

Mesmo com todos esses problemas estou me divertindo muito mesmo com o jogo, principalmente porque aceitei que Resident Evil mudou, as coisas mudam com o tempo, mas ainda é Resident Evil.
Ainda temos muitos momentos "oh shit" em que ficamos sem munição, sem ervas e prestes a morrer, sentimento ausente em RE5, e vários momentos mais lentos ou até quase parados, simplesmente atmosféricos.

Ainda não terminei o jogo, assim que tiver explorado todas as facetas ocultas de RE6 farei a minha Review e veremos se minhas "primeiras impressões" batem com o resultado final.

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