Resident Evil é uma das maiores franquias de jogos do mundo, com adaptações para o cinema, restaurantes, açougues e parques temáticos além de, é claro, os jogos que começaram com tudo.
Com a chegada de Resident Evil 6 se aproximando, nada mais lógico que nomear um jogo clássico da série como clássico da semana, no caso o meu jogo favorito: Resident Evil 2.
Primeiramente gostaria de me desculpar pela falta de "Clássicos da Semana", depois da greve das universidades federais a coisa ficou louca no "mundo real" e não tivemos muito tempo para atualizar o blog.
Lançado em janeiro de 1998 para o PlayStation original, Resident Evil 2 foi um enorme sucesso e vendeu mais de 5 milhões de cópias (número que foi batido apenas por Resident Evil 5). Consequentemente, o jogo dirigido por Hideki Kamiya e produzido por Shinji Mikami (criador da série), recebeu uma nova versão com extras para a mesma plataforma, uma versão para Nintendo64, PC, Dreamcast, GameCube, PlayStation Network e até para o esquecido Game.Com.
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Versão Beta. |
Ainda assim, Resident Evil 1.5 ficou na imaginação dos fãs, que ainda procuram por uma versão beta do jogo.
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Leon e Claire chegam em Raccoon City mais ou menos ao mesmo tempo e percebem que tem algo de muito errado com a cidade, como diria Kendo da loja de armas: "No hora que eu notei que havia algo de errado, a cidade inteira estava cheia de zumbis!".
Os dois protagonistas unem forças e entram numa viatura de policia, apenas para serem atacados por um zumbi que estava no carro e sofrerem um acidente. O carro explode e os dois são separados, Leon manda Claire ir para a delegacia de polícia onde "estariam seguros" e ele encontraria com ela lá.
Na delegacia, que não tinha nada de "segura", Leon e Claire terão que lutar contra as armas biológicas da empresa farmaceutica Umbrella, desvendar quebra-cabeças e resolver vários mistérios para sair com vida desse novo pesadelo.
O Gameplay era dividido em três partes: Combate, exploração e resolução de quebra-cabeças. As três partes funcionavam bem, embora a parte de resolução de puzzles tenha ficado mais fraca em relação ao primeiro jogo, dando lugar para mais ação.
A camera era fixa e mudava de posição cada vez que o jogador chegava ao final da tela, mostrando os detalhados cenários 2D e a sala onde o personagem está de vários angulos, porém com esse estilo veio uma das maiores críticas da série: os controles. O temido controle "tanque" no qual o personagem vai para frente dele, e não da "tela", e para você virar você tem que "girar" o personagem e depois andar para frente, demorava para entrar na mente causou frustrações em muitas pessoas, cansadas de passar o jogo dando de cara na parede ou, pior, de um zumbi.
Vencido os controles o jogo era um sonho para os fãs de Survivor Horror, com muitos sustos, partes verdadeiramente tensas e vários momentos em que você se encontra procurando desesperadamente por munição ou itens de recuperação. Ou momentos de puro suspense, nos quais você vaga pela delegacia ouvindo a fantástica trilha sonora ou lendo um dos muitos arquivos que contam a história por trás de tudo e etc.
Apesar de ser mais fácil que o primeiro, RE2 não era um jogo "burro", você tinha que planejar bastante seus movimentos, como por exemplo: quando entrar em combate, economizar munição e itens de recuperação, que arma usar contra determinado inimigo, administrar o limitado inventário e até quais itens pegar, uma vez que alguns itens desaparecem para o outro personagem se você pegar com primeiro.
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Ok, vamos explicar essa parte dos itens melhor: Resident Evil 2 tinha QUATRO cenários: Claire A (se você desse "New Game" com o CD1) e Leon A (Se você desse "New Game com o CD2), quando você zerava um dos cenários era liberado o cenário "B" do outro personagem, formando um "par".
Os seus atos no cenário A influenciavam o cenário B: Se você pegou alguns itens específicos ou deixou de matar algum boss no cenário A, essas decisões vão assombrar você no cenário B, que é maior e mais díficil, da mesma forma se você fez alguns quebra-cabeças opcionais no A vai poder coletar os frutos do esforço no cenário B.
Os pares, Leon A - Claire B e Claire A - Leon B, traziam diferenças sutis na história, localização de itens, personagens encontrados e áreas visitadas, fazendo com que o jogo tivesse alto "replay", mas confundindo os fãs que não sabiam qual seria o cenário "verdadeiro". Somente após o lançamento de Resident Evil 3, ficou esclarecido que Claire A - Leon B era o cenário canon.
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Além das quatro campanhas, era possível desbloquear 2 mini-games na versão original do jogo: "The Fourth Survivor" que introduzia HUNK, um soldado da Umbrella que tinha que colher uma amostra do G-Vírus e "Tofu the Survivor", uma brincadeira da equipe de produção e o mais díficil mini-game da série.
A versão dual-shock, lançada meses depois trazia um terceiro mini-game: Ex Battle, um prepulsor do famoso modo Mercenários.
Resident Evil 2 não foi somente um sucessor a altura do primeiro como superou as espectativas e consolidou a série como uma das mais queridas de todos os tempos, entrando para várias listas como um dos melhores do PlayStation 1, e meu jogo favorito de todos os tempos.
Se você é fã da série já sabe porque você deve jogar esse jogo de novo, se só está interessado em Resident Evil 6, RE2 é uma boa introdução a história, se gosta de survivor horror é um must-play. Se você não se encaixa em nenhuma das categorias acima, eu ainda recomendo que jogue esse clássico.
Resident Evil 2 está a venda na PlayStation Network brasileira por R$12,99 e na Americana por 5,99 Obamas.
PS: A Capcom está considerando fazer um remake do jogo, vamos continuar pedindo e cruzar os dedos.
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